Falando Sobre: Azul é a Cor mais Quente

Este fim de semana eu e o Pedro, finalmente, assistimos o filme “Azul é a Cor mais Quente“. Gente, que filme lindo, sensível e delicado! É um filme francês que traz uma pauta muito atual, como o relacionamento homoafetivo; mas vai muito além disso, pois não é um filme de militância, e sim um filme da descoberta do amor, e que isso acontece em todos os relacionamentos, LGBT ou não. Por tratar do assunto com tanta naturalidade é que ele é tão marcante. Merece ser visto e revisto.

azul

O filme conta a história de Adèle (Adèle Exarchopoulos), uma garota de 15 anos que, como todo adolescente, se vê na descoberta da sua sexualidade e dos seus desejos. Adèle já havia tido relações com outros meninos, mas parecia que nada a preenchia, mas, como uma adolescente que faz parte de um meio comum, ela continuava as tentativas e a conhecer garotos. Isto, até, por pressão dos amigos no colégio. Acontece que, um dia, Adèle cruza olhares em uma praça cheia de gente com Emma (Léa Seydoux), a garota dos cabelos azuis. Elas não se falam, mas Emma não sai do pensamento de Adèle, até o momento em que elas se reencontram em um bar, e finalmente conversam. A atração e a conexão das duas é instantânea, e aí começa o relacionamento. Esse momento é muito sublime e delicado, no filme, pois mostra de fato como é conflituoso um sentimento desses na adolescência, ainda mais quando se é julgada, sofrendo preconceitos, como no caso de Adèle na escola. Mesmo com esses julgamentos e sem poder contar para os pais a verdade ou assumir este amor por completo, Adèle se entrega à essa experiência e vive intensamente esse primeiro amor com Emma. A partir daí, várias coisas acontecem, o tempo passa e assumir para si esse amor já não é mais problema, mas outros, da vida adulta, sim.

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É importante que se deixem de lado os preconceitos ou achismos de que esse é um filme de lésbicas se beijando ou fazendo sexo. Esse filme é muito mais que isso, é muito mais sobre a descoberta do amor e das escolhas que fazemos durante a vida; o resto, é apenas pano de fundo para uma história tão rica, sensível e delicada. O filme é dirigido por Abdellatif Kechiche e tem 2h57m, é um filme bem extenso! A fotografia e direção do filme são bem peculiares, mas reconhece-se pela marca europeia de fazer filmes. São abusados os closes nas personagens, então a expressão facial e corporal, de fato, é um ponto alto do filme! Em apenas uma troca de olhares, uma lágrima ou um toque é transmitido um mar de sentimentos. É um filme intenso, dramático, mas como a vida é. O longa ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2013 e alguns outros prêmios locais. Além disso, é baseado no romance gráfico de Julie Maroh, Le Bleu est une couleur chaude. Adèle e Léa têm uma atuação impecável e mostram, com maestria, o relacionamento das duas. É um filme que vale a pena ser assistido, mas vale lembrar que é recomendado para pessoas acima de 18 anos. Clique aqui para ver uma entrevista com a atriz Adèle para o site Adoro Cinema.

Veja o trailer, abaixo!

E você, já viu? O que achou! Me conta aí x)

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