Falando Sobre: Livre (Wild)

Ontem fui ao cinema com a minha mãe assistir Livre (Wild), o novo filme de Reese Witherspoon (produzido e estrelado por ela). Este era um dos filmes que coloquei na minha listinha de Maratona do Oscar. Fiz um post sobre os filmes que quero assistir até 22/02 (dia da entrega dos prêmios), e você pode conferir clicando aqui. Decidi assistir a este filme com a minha mãe, pois ano que vem ela fará o Caminho de Santiago de Compostela, então nada mais justo do que assistirmos juntas.

Wild-Reese-Witherspoon

Para quem não sabe, Reese está concorrendo aos Academy Awards como Melhor Atriz e sua mãe (no filme) interpretada por Laura Dern está concorrendo como Melhor Atriz Coadjuvante. O longa, lançado em 2014, conta a história de Cheryl Strayed, uma jovem que, aos 22 anos, vê sua mãe, e grande amiga, falecer aos 45 anos vítima de câncer no pulmão. Esse baque é tão forte para Cheryl que ela acaba se perdendo de sua essência, do seu casamento e se entrega às drogas; principalmente para a heroína, e começa a ter relações extraconjugais sem sentido. Com isso, Cheryl se separa de seu marido e se vê em uma vida vazia e solitária. Daí sua vontade de caminhar a Pacific Crest Trail (um caminho de 1.440 km do México ao Canadá), para se encontrar e voltar a ser a pessoa que sua mãe queria que ela fosse.

O filme começa já na caminhada (que dura mais de 3 meses), e durante todo o percurso, a jovem vai se lembrando de pedaços de sua vida; uns que valem a pena lembrar, que arrancam sorrisos dos lábios e outros que doem no peito e fazem escorrer algumas lágrimas. Reese está impecável no papel de Cheryl (que, a propósito, é uma história verídica e contada em um livro autobiográfico). Reese consegue dar uma profundidade incrível ao papel, e você consegue perceber as sutilezas (às vezes não tão sutis assim) da mudança em sua personagem ao longo do caminho. O papel exige muito de Reese, as cenas de sexo, uso de drogas são bem chocantes, e é estrelado com naturalidade e incrível maturidade por ela. Desde Johnny e June, Reese não havia feito um papel tão maduro e complexo como este, e por isso é tão merecida sua indicação ao Oscar.

Uma curiosidade interessante é que “Strayed” não é o sobrenome real dela, nem de sua mãe, nem de seu ex-marido. Cheryl adotou este sobrenome logo após a separação com Paul, pois Strayed significa “desviar-se do caminho certo, afastar-se da rota direta, perder-se, ficar louco, não ter pai nem mãe, não ter casa”. Cheryl achou que faria sentido para a vida que estava levando. Outro ponto alto do filme é a trilha sonora, toda baseada no Folk Music (que amo!), como Bruce Springsteen, Simon & Garfunkel, Leonard Cohen, Wings, Portishead. Vale MUITO a pena conhecer! O longa tem aproximadamente duas horas de duração e é dirigido por Jean-Marc Vallee, diretor de Clube de Compra Dallas, que rendeu Oscar de Melhor Ator e Melhor Ator Coadjuvante para Matthew McConaughey and Jared Leto. Ou seja, um MUST SEE.

“Livre” conta a história da caminhada e redescoberta de Cheryl, e nos faz pensar que por mais que a jornada da nossa vida não tenha sido tão fácil, ou só com momento dos quais nos orgulhamos, são estes momentos que nos tornam quem somos. Que se não fosse por estes momentos, talvez não estivéssemos, hoje, onde estamos. São estes momentos que formam nosso caráter, que nos dão cicatrizes na vida e motivos para seguir em frente, nos perdoar, e viver a vida sem arrependimentos. “Livre” é maravilhoso, e merece MUITO ser visto!

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