Falando Sobre: Whiplash – Em Busca da Perfeição

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Mais um filme pra minha cota do Oscar 2015: Whiplash! Para quem não sabe, até o dia 22 de fevereiro (dia da entrega das estatuetas), quero assistir no mínimo 9 filmes que foram indicados aos prêmios. Você pode conferir essa listinha clicando aqui. Assisti Whiplash esse final de semana e gente, QUE FILME GENIAL! Fazia tempo que eu não saía tão eufórica, empolgada e animada de um filme. Você vai entender por que, e concordar comigo (ou não).

Whiplash conta a história de Andrew (o talentosíssimo e ator revelação Miles Teller), um jovem baterista de jazz que sonha em ser o melhor de sua geração e marcar seu nome na música americana. Ao entrar em uma das maiores escolas de música do país, o Conservatório de Shaffer, Andrew deve provar ao mestre do jazz e seu professor, Terence Fletcher (interpretado por JK Simmons, que falaremos jajá sobre ele) que ele é capaz de ser o próximo Buddy Rich, seu maior ídolo na bateria e ícone do jazz.

Entretanto, a convivência com o maestro não é lá tão amigável, já que Fletcher tem uma maneira extremamente abusiva, agressiva e obsessiva de ensinar. O argumento de Terence é de que feedbacks positivos não criam ídolos e gênios da música, que o músico deve ser estimulado e levado ao seu limite, e que só assim chegará ao seu Oásis. Nada de educação leite com pera. Essa pressão a qual Andrew é exposto é presente durante todo o filme, e confesso que me deixou incomodada e agoniada o tempo todo. Eu, que me incomodo profundamente com uma educação extremamente rigorosa, fiquei mal pelo ator! Cheguei a chorar no filme, mas não por ter momentos tristes, e sim pela tensão.

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JK Simmons está simplesmente genial, sensacional e memorável no papel de Terence Fletcher; é fato que o ator já é conhecido por fazer papéis de “durões”, mas nesse ele se superou. Minha torcida é – por enquanto – para ele nas indicações de melhor ator coadjuvante. Quem merece aplausos, também, é Miles Teller. Que entrega! Além da atuação, fiquei absolutamente vidrada na maneira com que ele tocava bateria: pura perfeição. O jovem tocava o instrumente desde os 15 anos, mas teve aulas intensivas antes das filmagens e, além disso, durante o filme, ele de fato foi levado ao seu limite: o sangue nas baquetas e as bolhas na mão são genuínos. JK Simmons e Miles Teller fizeram uma dupla inesquecível!

O filme não é muito longo, perto do que normalmente os filmes indicados ao Oscar são, ele tem 1h47 ao todo. Entretanto, o timing do longa para mim foi perfeito, acho que não aguentaria mais tanta tensão entre os personagens. O final do filme tem um corte bruto, mas pra mim, foi perfeito. Fiquei com um grito de “MEU DEUS, QUE FILME FODA” entalado na garganta. Esperei palmas no cinema, mas nada, rsrs. Outro ponto a se destacar é que o filme se passa, basicamente, na relação de Andrew com a sua bateria e com o seu mestre obsessivo, a sua história de vida, relações amorosas ou com os pais são secundárias. Não vá ao cinema achando que terão momentos profundos nas suas relações, pois não terão. Lógico que as inserções do pai ou da breve namorada (interpretada pela Marley de Glee, Melissa Benoist) são importantes para a trama, mas Andrew não enxerga nada mais que sua bateria, e a direção vai exatamente para este lado. A edição do filme, para mim, é primorosa. Os takes de um ator para outro, de uma cena para outra, são tão rápidos que você nem consegue pensar direito, é de fato claustrofóbico, mas que fazem parte da genialidade deste filme.

Eu, de fato, estou apaixonada por este filme. Talvez o meu envolvimento com o filme tenha se dado tão intensamente pelo meu envolvimento com a música. Mas não é só para os amantes da bateria, da música ou do jazz que esse filme cativa, ele é incrível. A trilha sonora é viciante e fecha com chave de ouro um longa que, na minha opinião, é um dos melhores dos Academy Awards desse ano (até agora, né, rsrs). Até agora, Whiplash já leva no bolso o Festival de Sundance para prêmio do júri e audiência, melhor ator coadjuvante no Globo de Ouro, SAG Awards e Bafta.

Filmaço!! Merece ser visto, ouvido, sentido e levado para a vida inteira!

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