Falando Sobre: A Teoria de Tudo

Mais um filme pra listinha da Maratona Oscar 2015: A Teoria de Tudo. Esse domingo (22 de fevereiro) acontecerá a entrega dos prêmios da academia, e até lá pretendo assistir a 9 filmes, que escrevi neste post, para estar bem aquecida e poder opinar bastante haha. Já assisti Livre (Wild), Boyhood, Whiplash (todos com resenha já escritas aqui no blog), Birdman e Grande Hotel Budapeste (que ainda escreverei). O último que assisti foi a Teoria de Tudo, e hoje falaremos um pouco mais dele.

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A Teoria de Tudo foi lançado aqui no Brasil em janeiro e conta a história de um dos maiores cientistas astrofísicos da atualidade, Stephen Hawking, baseado no livro de sua ex mulher, Jane Wide, intitulado “Travelling to Infinity: My Life with Stephen”. O longa retrata o começo da carreira de Stephen, quando ainda estudava em Cambridge (Inglaterra) para retirar seu PhD nos seus estudos sobre o tempo, buraco negro, e outras descobertas no campo da astrofísica. Ainda jovem, Stephen conhece e se apaixona por Jane, também estudante em Cambridge, porém de Letras e, nesse meio tempo, descobre que tem esclerose lateral amiotrófica, ou a doença de Lou Gehrig e, teoricamente, que teria apenas 2 anos de vida.

Ainda na juventude, Stephen demonstra sua genialidade no seu campo de pesquisa, mesmo que de uma forma confusa e desorganizada. Jane e Stephen decidem se casar e sua esposa toma o lugar de mãe, mulher e enfermeira: a típica esposa guerreira, leal e sofrida que abre mão da sua vida e da sua profissão para se dedicar inteiramente à família e ao marido. Durante o período de casamento, Jane e Stephen têm 3 filhos e Stephen torna-se PhD e professor de Cambridge e luta continuamente contra a sua doença, que aos poucos vai limitando seus movimentos e, posteriormente, sua fala.

O longa, basicamente, dá-se no relacionamento de Stephen e Jane e na dificuldade encontrada pelos dois no relacionamento; não há muita ênfase nas suas descobertas, então não vá ao cinema achando que conhecerá muito do seu campo de pesquisa; essas informações são tratadas, mas como pano de fundo: o filme, em si, é um romance. Eu achei o filme lindo, mas ele não é inovador no modo de dirigir, atuar ou editar, como Birdman, Boyhood, Whiplash ou Grande Hotel Budapeste, ele é um típico filme de drama hollywoodiano. As atuações são o ponto alto do filme: Eddie Redmayne está impecável como Stephen Hawking, digno de todas as indicações que recebeu. Todos os trejeitos, a falha na voz, as expressões corporais e faciais são absolutamente perfeitas, e você consegue acompanhar com clareza todas as fases da doença de Hawking a ponto de conseguir entender, com apenas um olhar, o que ele está pensando. Felicity Jones também merece palmas pela atuação como Jane Hawking, está linda, convincente e extremamente sensível e forte, ao mesmo tempo. Ao meu ver as atuações carregam no colo o filme todo!

O filme, no geral, é lindo! Tem 2 horas e 3 minutos e é sensível, agonizante (pela doença de Hawking) e que merece ser visto. Não é o melhor filme deste ano, mas é louvável pela atuação dos atores principais. Queria saber mais sobre as pesquisas de Hawking, mas acho que terei que ler seus livros, então. 🙂 E vocês, o que acharam?

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