Falando Sobre: Mad Max – Estrada da Fúria

O novo filme do Mad Max foi lançado aqui no Brasil em 14 de maio deste ano e, deste então, tem causado um grande furor e burburinho nas redes. E com motivos. Fui assistir sem muitas expectativas (mesmo lendo críticas muito positivas a respeito), mas fui muito interessada, pois havia ouvido falar que o papel da mulher era de se aplaudir. Para uma feminista de plantão, isso, por si só, já valia a ida ao cinema, mesmo que para um filme de ação. E me surpreendi, como me surpreendi. Que filme incrível! Saí do cinema extasiada e com vontade de assistir de novo.

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O longa australiano se passa em um mundo pós-apocalíptico e conta a história de Max (interpretado pelo ex-Bane Tom Hardy), depois de ser capturado pelos soldados de Immortan Joe, um guerreiro das estradas e um perfeito ditador. Immortan Joe é o governante que mantém seus governados na alienação e os “compra” com água (já extremamente escassa e item de luxo neste mundo pós-apocalíptico). Durante o seu confinamento, Max presencia o início de uma guerra contra Immortan Joe e o poder, iniciada pela Imperatriz Furiosa (Charlize Theron, que, diga-se de passagem, está maravilhosa) quando tenta salvar um grupo de garotas escravas de Joe, que eram usadas para seus reproduzir filhos e herdeiros, mas saudáveis (lembrando que neste mundo, o câncer se espalhou e pessoas saudáveis eram raras). Aproveitando o ensejo da guerra, Max tenta fugir e acaba se encontrando com Furiosa. Com isso, Max vê-se em um dilema: continuar fugindo ou ajudar Furiosa e as mulheres a encontrarem um local seguro; e Max opta pela segunda ideia.

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O novo Mad Max trouxe muitas dúvidas antes de ser lançado, principalmente por não ter a participação do Mel Gibson (que imortalizou Mad Max na franquia dos anos 70/80), mas mostrou a que veio assim que foi lançado. São duas horas de filme de pura (e extremamente bem feita) ação, até os diálogos são poucos. Mesmo eu, que não sou muito fã de filmes de ação, não consegui desgrudar os olhos da tela; é incrível! Mad Max: Estrada da Fúria teve a direção de George Miller, que também dirigiu a antiga trilogia, o que trouxe um amadurecimento e uma profundidade notável ao filme.

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As atuações desse filme merecem ser louvadas (e, aqui, puxo a sardinha – claro – para as mulheres): Charlize Theron, como Furiosa, está maravilhosa. Nada daquele clichê de que mulheres são o sexo frágil; muito longe disso. Furiosa é uma mulher forte, guerreira e que deixa muito homem no chinelo (inclusive Max, na cena em que ele precisa atirar de forma certeira, e passa essa missão para ela. Muito bom). As mulheres fugidas de Immortan Joe também são parte indispensável no filme: são fortes, unidas (pura sororidade) e que não têm medo de lutar por seus direitos e suas vidas. O filme é cheio de mulher marcante, e isso ganhou meu coração. Quem diria que um filme de ação, de perseguição ininterrupta de carros (e que carros!) no deserto, teriam mais mulheres fortes e corajosas do que homens? Para mim, a ala feminina rouba a cena, e com louvor. Mad Max tem um quê de feminismo e isso é maravilhoso. Estava na hora de colocarem mulheres “bad asses” nos filmes!

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Outro ponto alto no filme é a trilha sonora, que te faz entrar no filme e na mesma sintonia das cenas. O engraçado é que a música também está presente na trama de perseguição, literalmente: o soldado guitarrista e os percussionistas tocando tambores para embalar a perseguição é impagável. Chega a ser engraçado, de tão inusitado, mas se encaixa tão bem na trama que você entende que faz parte do filme. Outro destaque no filme são os soldados de Immortan Joe, que têm uma devoção quase religiosa com a guerra, muito próximo aos homens-bomba. Nux (interpretado por Nicholas Hoult, que também já atuou em X-Men) é um personagem de uma profundidade absurda, com questionamentos e reflexões importantes para o desenvolvimento da trama. As falas dele – e dos outros soldados – são icônicas “I live, I die. I LIVE AGAIN!”, “Witness Me!”. Inesquecíveis!!

Para você que não assistiu os primeiros Mad Max, fique tranquilo, isso não prejudica, nem um pouco, o entendimento dos acontecimentos. Estou muito na torcida de que este novo Mad Max vire uma nova franquia e que esse seja o primeiro de, pelo menos, dois próximos filmes. É extremamente bem feito, bem dirigido e com um roteiro primoroso, merece todas as críticas positivas que vêm recebendo. Quase anárquico, o longa trata de redenção, poder e escolhas. Não vejo a hora do próximo ser lançado!

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