Domhnall Gleeson – O Gui Weasley de Harry Potter que está em todos os filmes atuais!

Oi gente! Tudo bem?

Ontem eu fui ao cinema assistir o Regresso (by the way, fica de olho que logo logo tem resenha por aqui, ein?) e fiquei muito curiosa com uma coisa – e com algo que vem me deixado surpresa nesses últimos tempos: O ator Domhnall Gleeson. Difícil saber quem é, né? Se você for pottermaníaca como eu, vai ficar fácil. Lembra do ator que interpretou o Gui Weasley, no filme Harry Potter: As Relíquias da Morte (Parte 1 e 2)? Então, ele mesmo.

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Não sei se você tem visto muitos filmes ultimamente, principalmente os lançamentos, mas eu tenho acompanhado alguns e é um fato: ESSE MENINO ESTÁ EM TODOS OS LUGARES! A primeira vez que tive a sensação que o conhecia foi quando assisti um filmezinho água com açúcar com o Pedro no Netflix: About Time (ou Questão de Tempo, em português), que ele contracena com a linda da Rachel McAdams. Depois de então, todo lugar que eu o vejo, ele está (tá, não todo, mas ele está em vários filmes!). Até dou risada quando o vejo. Só ontem o vi nos trailers E no filme principal. Loucura, não?

Domhnall Gleeson tem, atualmente, 32 anos, é ator, realizador, argumentista e dramaturgo irlandês. Quer ver os últimos filmes que ele tem feito? Dá uma olhada! Esses são só os filmes mais conhecidos de 2010 até hoje!

HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE (PARTE 1 E 2)

Papel: Gui Weasley (♥)


ANNA KARENINA

Papel: Konstantin Levin


QUESTÃO DE TEMPO

Papel: Tim Lake


EX MACHINA

Papel: Russell Allen Phillips


BROOKLYN (Indicado a Melhor Filme no Oscar 2016)

Papel: Jim


STAR WARS: O DESPERTAR DA FORÇA (Filme com maior bilheteria dos últimos tempos – ainda não bateu Avatar, estamos quase! 🙂

Papel: General Hux


O REGRESSO (Indicado a Melhor Filme no Oscar 2016 – Filme com mais indicações ao prêmio!)

Papel: Comandante Andrew Henry

 

Não sei você, mas eu acho que Domhnall Glesson está com tudo. Afinal, é o nosso eterno Gui Weasley, né? Ta aí um ator para ficar de olho 🙂

Beijos!

Maratona Oscar 2016 – 8 filmes para ver!

Oi gentee!

Não vou nem falar que “quem é vivo sempre aparece” e que agora eu estou com a corda toda com o blog, porque vimos o que aconteceu das últimas vezes, não é mesmo? Masss, a intenção é essa, então vamos que vamos!

Para, enfim, voltarmos com tudo no Abilolando, nada melhor do que voltar com pautas de cinema, não é mesmo?

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O Oscar está aí, dia 28 de fevereiro acontecerá a entrega dos prêmios, e eu já estou na expectativa! Como sempre, o prêmio será televisionado pela TNT, que também transmite o Red Carpet, já para a gente ficar de olho nos atores/atrizes e nos vestidos MARAS da galera! Este ano, quem será o apresentador oficial é o Chris Rock, então já podemos esperar uma noite cheia de risadas (ou não, como foi com o Neil Patrick Harris.. what a disappointment)Infelizmente “Que Horas Ela Volta” não entrou para os indicados de “Melhor Filme Estrangeiro”, mas temos um representante tupiniquim nos Academy Awards: O Menino e o Mundo está concorrendo na categoria “Melhor Animação”, disputando com “Divertidamente”! No post de hoje, vamos fazer uma lista de “must see” dos filmes indicados na categoria “Melhor Filme” do Oscar 2016. Conforme eu for riscando algumas obras da listinha, vou linkando a resenha aqui. Então bora?

MAD MAX – A ESTRADA DA FÚRIA (ASSISTIDO)

O longa, lançado em maio de 2015, foi dirigido por George Miller e conta a história de Max (Tom Hardy), um guerreiro das estradas, após ser capturado por Immortan Joe, que vê no meio de uma guerra mortal, iniciada pela Imperatriz Furiosa (Charlize Theron MARAVILHOSA) na tentativa se salvar um grupo de garotas que eram prisioneiras do Joe. Mad Max foi indicado a 10 prêmios: Melhor Filme; Melhor Diretor; Melhor Figurino; Melhor Maquiagem e Penteado; Melhor Fotografia; Melhor Edição; Melhores Efeitos Visuais; Melhor Edição de Som. Clique aqui para ver a resenha AQUI no blog! Apenas: QUE FILME!


O REGRESSO

Dono do maior número de indicações de prêmios no Oscar em 2016, o longa será lançado em 4 de fevereiro nos cinemas do Brasil, e conta a história de um caçador de peles (Leonardo DiCaprio) atacado por um urso durante uma expedição. Ferido, dois homens do grupo decidem ficar para ajudá-lo, mas quando indígenas se aproximam, ambos o abandonam. O longa foi dirigido por Iñárritu, o mesmo diretor de Birdman, que levou os prêmios de melhor direção e melhor filme em 2015. Ou seja, o cara tá com tudo!
O Regresso foi indicado a 12 prêmios: Melhor Filme; Melhor Diretor (Iñárritu); Melhor Ator (Leonardo DiCaprio); Melhor Ator Coadjuvante (Tom Hardy); Melhor Figurino (O Regresso); Melhor Maquiagem e Penteado; Melhor Fotografia; Melhor Edição; Melhores Efeitos Visuais; Melhor Edição de Som; Mixagem de Som e Produção de Arte.


O QUARTO DE JACK

Com estreia prevista também para fevereiro de 2016, O Quarto de Jack conta a história sobre o amor sem limites entre mãe e filho. O pequeno Jack (Jacob Tremblay), de cinco anos, não conhece nada do mundo, exceto o quarto em que nasceu e cresceu acompanhado apenas por Ma (Brie Larson). Pelas críticas que tenho visto/lido, este filme está super bem contado, principalmente pela atuação da Brie Larson. É daqueles filmes que deixa a gente em prantos e incomodado. Quero muito assistir!
O Quarto de Jack concorre à estatueta em 4 prêmios: Melhor Filme; Melhor Diretor; Melhor Atriz e Melhor Roteiro Adaptado.


SPOTLIGHT – SEGREDOS REVELADOS

Lançado no início deste ano, o longa é baseado em fatos reais e mostra um grupo de jornalistas americanos, em Boston, que reúne documentos que são capazes de provar casos de abusos de crianças, praticados por padres católicos. Só na sinopse já percebemos que o filme toda em assuntos delicados e polêmicos. Além disso, conta com um elenco de peso: Michael Keaton, Rachel McAdams, Mark Ruffalo, Liev Schreiber, entre outros.
Spotlight foi indicado a 6 prêmios: Melhor Filme; Melhor Diretor; Melhor Ator Coadjuvante; Melhor Atriz Coadjuvante; Melhor Roteiro Original e Melhor Edição.


A GRANDE APOSTA

O longa também teve sua estreia no começo deste ano e conta a história de quatro homens, de fora do mercado financeiro, que perceberam de antemão o que os grandes bancos, a mídia e o governo não conseguiram prever: a crise econômica que abateu os Estados Unidos em 2008. Com investimentos ousados, eles acabam conhecendo o lado sombrio do sistema bancário moderno. A Grande Aposta conta com atores como Christian Bale, Steve Carrel, Brad Pitt e Ryan Gosling ♥.
A Grande Aposta concorre em 5 categorias: Melhor Filme; Melhor Diretor; Melhor Ator Coadjuvante; Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Edição.


PONTE DOS ESPIÕES

O novo longa de Steven Spielberg, lançado em outubro de 2015, tem como foco central a história de James Donovan (Tom Hanks), um advogado especializado em seguros que aceita uma tarefa muito diferente do seu trabalho habitual: defender Rudolf Abel (Mark Rylance), um espião soviético capturado pelos americanos, isso tudo durante o período da Guerra Fria!
Ponte dos Espiões conta com 6 indicações ao Oscar: Melhor Filme; Melhor Ator Coadjuvante; Melhor Roteiro Original; Melhor Trilha Sonora; Mixagem de Som e Produção de Arte.


BROOKLYN

Com previsão de lançamento para fevereiro de 2016, o longa conta a história da irlandesa Ellis Lacey (Saoirse Ronan), que se muda de sua cidade para morar em Brooklyn (EUA), na tentativa de realizar seus sonhos. No ínicio de sua jornada, ela sente falta de sua casa, mas ela vai tentando se ajustar aos poucos até que conhece e se apaixona por Tony (Emory Cohen), um bombeiro italiano. E sim, Saoirse é a mesma atriz de “A Hospedeira”. Demos um up aqui ein, amiga?
Brooklyn está concorrendo ao Oscar em 3 prêmios: Melhor Filme; Melhor Atriz e Melhor Roteiro Adaptado


PERDIDO EM MARTE

Lançado em outubro de 2015, o novo longa dirigido por Ridley Scott conta com Matt Damon na principal atuação como o astronauta Mark Watney que foi enviado a uma missão em Marte. Após uma tempestade ele é dado como morto, abandonado pelos colegas e acorda sozinho no misterioso planeta com escassos suprimentos, sem saber como reencontrar os companheiros ou retornar à Terra. Mark consegue se comunicar com a Terra e começa a grande jornada de resgate! Já assisti ao filme, é incrível, falta só a resenha! Aguarde 🙂
Perdido em Marte foi indicado a 7 prêmios: Melhor Filme; Melhor Ator; Melhor Roteiro Adaptado; Melhores Efeitos Visuais; Melhor Edição de Som; Mixagem de Som e Produção de Arte.

 

Ufa!! Tem bastante filme para vermos pela frente, ein? Você já viu algum desses? Deixa aí nos comentários o que você achou, e quais são seus palpites para o Oscar 2016! Para ver a lista completa de indicados ao prêmio, clique aqui.

Beijos 🙂

Falando Sobre: Jogo da Imitação

Depois de exatos quatro meses da exibição do Oscar 2015, finalmente assisti Jogo da Imitação! A ideia era fazer uma maratona de filmes que concorreriam ao prêmio até, claro, a entrega. Consegui assistir boa parte dos filmes, mas confesso que alguns acabaram ficando para trás. Para ver os meus filmes escolhidos na Maratona, clique aqui. Lá tem resenha de Boyhood, Birdman, Whiplash, A Teoria de Tudo, Grande Hotel Budapeste, e Livre (Wild). Da lista ainda faltam Sniper Americano e Foxcatcher, mas eu também quero assistir Selma (que também concorreu ao prêmio de Melhor Filme).

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Jogo da Imitação foi lançado este ano, em fevereiro, e junto com Grande Hotel Budapeste foi o filme com mais indicações ao Oscar: melhor filme, diretor (Morten Tyldun), ator (Benedict Cumberbatch), atriz coadjuvante (Keira Knightley), roteiro adaptado, edição, trilha sonora e design de produção. Destes, levou para casa o prêmio de melhor roteiro adaptado. Na mesma pegada de A Teoria de Tudo, o longa é a biografia de um conhecido físico da década de 40, Alan Turing (aka o cara que inventou o computador), tendo como pano de fundo e contexto a Segunda Guerra Mundial. Jogo da Imitação conta a história de Turing, quando foi contratado pelo governo britânico para coordenar uma equipe que seria responsável por quebrar o Enigma (um código indecifrável – até então – que os alemães utilizavam para se comunicar e enviar mensagem aos seus submarinos.

Durante todo o filme, Turing demonstra toda a sua genialidade com números e enigmas (olha o trocadilho, rsrs), mas nenhum tato no relacionamento interpessoal. No filme, o personagem me lembrou muito o Sheldon de Big Bang Theory, sabe? Claro que com um tom mais dramático, mas muito parecido! A equipe de Turing tem um grande problema em lidar com a sua personalidade forte e excêntrica, mesmo sabendo da sua importância máxima ao projeto. Para driblar esse problema, Turing teve que aprender a trabalhar em equipe e ganha uma grande aliada em sua empreitada: Joan Clarke (interpretada pela linda Keira Knightley). Joan torna-se não somente uma aliada no trabalho de Turing, mas uma amiga próxima e quase confidente. Estima-se que Turing, ao conseguir desvendar o enigma, encurtou a Segunda Guerra Mundial em dois anos e salvou a vida de milhões de pessoas. E não, isso não é um spoiler ok? Sem chororô.

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O filme, no geral, é um drama muito bem feito e dirigido, mas sem muitas novidades. Cumberbatch está incrível como Turing e é emocionante vê-lo passar por todas as dificuldades do personagem, principalmente as pessoais. Turing era homossexual em uma época que a intolerância prevalecia, e lidar com sua orientação sexual era quase impossível. O final do filme é extremamente emocionante e me fez chorar! Mas confesso que o filme talvez tenha sido superestimado, principalmente nos Academy Awards.

É um filme maravilhoso, mas não traz muitas novidades ou inovação para a indústria do cinema, e acredito que isso esteja cada vez mais sendo valorizado. Mesmo assim, é um filme que merece ser assistido pela bagagem intelectual e pelo legado deixado por Alan Turing, que eu pouco conhecia antes do filme. Para mim, quando pensava em computador ou tecnologia, só me vinha à mente Steve Jobs ou Bill Gates; e não Turing. Além disso, o filme trata de temas como homossexualidade e feminismo (mesmo que de uma forma bem superficial) com o papel de Keira, que faz uma personagem forte, inteligente e de opinião, que dificilmente eram valorizadas naquela época. Num geral, é um ótimo filme, com excelentes atuações, mas, infelizmente, um pouco do mais do mesmo.

O filme está disponível no Netflix, então corre para assistir lá, tem quase duas horas de duração! 🙂

Beijos e até mais.

Falando Sobre: O Grande Hotel Budapeste

Lembram da minha listinha de filmes para ver que foram indicados ao Oscar? Não? Então clique aqui. Eu escolhi alguns filmes indicados ao prêmio para assistir e foi muito legal, quanto filme bom teve este ano, ein? Infelizmente não consegui completar minha listinha, ainda faltam Sniper Americano, Jogo da Imitação e Foxcatcher para ver. Mas ainda tenho fé que os verei em breve, rsrs. Já falei aqui no blog de Boyhood, Birdman, Whiplash, Livre, A Teoria de Tudo e hoje é a vez de falar do mais novo filme do diretor Wes Anderson: O Grande Hotel Budapeste.

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O Grande Hotel Budapeste conta a história de Zero, um velho escritor, já idoso, lembrando de seus tempos de Lobby Boy no hotel em que trabalhava, na Hungria. A história se passa entre as duas grandes guerras e foca seus esforços na relação do gerente do hotel, M. Gustave (interpretado brilhantemente por Ralph Fiennes), e de seu funcionário recém-contratado, o Zero (interpretado por Tony Revolori), que desenvolvem uma amizade curiosa, mas genuína. Zero é o bibelô de M. Gustave, o queridinho dele, Zero, por sua vez, não mede esforços para fazer os gostos e as vontades de M. Gustave, sempre com um toque de sinceridade. Acontece que M. Gustave recebe parte da herança de uma antiga cliente (anndd lover) do Hotel, e obviamente seus familiares ficam possessos. Afinal, o que um gerente de hotel faz no testamento?

A herança destinada à M. Gustave, especificamente, era um famoso quadro da época Renascimento e eles (Zero e M. Gustave) o roubam. A trama dá-se na busca da família pelo objeto roubado e dos dois amigos passando, juntos, pelo apuro de estarem sendo procurados. A história basicamente é essa e confesso: caramba, como entretém! Que maneira linda de fazer cinema. A fotografia é absurdamente sensacional, viva e cheia de cores. É daqueles filmes que tem a direção carimbada, sabe? Quem assiste, tem a certeza de que é de Wes Anderson (como Tarantino). O filme é brilhante, tem um roteiro divertido e que te faz pregar o olho na tela do começo ao fim.

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Outro ponto ALTÍSSIMO do filme é o elenco. Gente! Com o passar do filme, atores super conhecidos e conceituados dão às caras e são memoráveis!  Você encontra Adrien Brody, Willem Dafoe, Mathieu Amalric, Jude Law, Saoirse Ronan, Jason Schwartzman, Harvey Keitel, Jeff Goldblum, Tilda Swinton, Owen Wilson, Tom Wilkinson, Edward Norton, Léa Seydoux e Bill Murray. Parada para reflexão: Edward Norton esteve em DOIS filmes com as maiores indicações ao Oscar deste ano: Birdman e este, Grande Hotel Budapeste. Esse agente dele merece parabéns, ein?

Grande Hotel Budapeste é um PUTA FILME. Lindo, engraçado e emocionante. E ah, pode assistir sozinho, com os filhos, com os amigos, namorado ou com os pais. É daqueles filmes que servem para todo mundo. Puro amor ♥. O longa foi lançado em 2014, tem 1h40 e levou para casa quatro estatuetas do Oscar: Melhor figurino, melhor maquiagem e penteados, melhor direção de arte e melhor banda sonora. Diz se não foram merecidos? Não dá pra dizer outra coisa, a não ser: Corre pra assistir, você não sabe o que está perdendo!

Falando Sobre: Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)

É pessoal, não deu outra: Birdman foi o grande vencedor do Oscar 2015, levando para casa as estatuetas de melhor filme, melhor roteiro original, melhor fotografia e direção. Infelizmente Michael Keaton não levou o prêmio de melhor ator principal, mas temos que admitir que Eddie Redmayne estava impecável como Steve Hawking e foi um fofo ao receber o prêmio. Em janeiro organizei uma listinha de filmes que gostaria de assistir antes da transmissão do Oscar, que ocorreria em 22/02. Infelizmente não vi todos. 😦 Dos nove listados, assisti a seis: A Teoria de Tudo, Boyhood, Whiplash, Birdman, Livre e Grande Hotel Budapeste. Não consegui assistir Sniper Americado, Jogo da Imitação e Foxcatcher. #todaschora. Mas ainda assistirei! E hoje, falaremos de Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância).

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Birdman conta a história de Riggan Thompson (Keaton), um ator já no auge dos seus 50 anos que, após fazer muito sucesso na sua juventude como protagonista de um filme de super-herói (o Birdman), caiu no esquecimento. Birdman era uma trilogia, e fez muito sucesso em sua primeira e segunda versão, mas, ao recusar fazer parte do terceiro filme, Thompson vê sua carreira rolando ladeira abaixo. (Michael Keaton também interpretou Batman e, antes de Birdman, foi o último papel em que teve mais notoriedade. Será coincidência? i don’t think so..) Já mais velho, e esquecido, Riggan tenta se reerguer e voltar ao show business como diretor e ator de uma peça de teatro dramática a ser apresentada na Broadway.

O filme situa-se, basicamente, no palco do teatro entre ensaios, apresentações, estreias, pré-estreias, camarins, making-offs, entre outros, e os outros atores que participam da peça de Riggan também são fundamentais para a montagem da trama, e suas histórias secundárias são interpretadas com muita coesão e intensidade, como o ator jovem e tido como gênio, apesar de excêntrico e com ego inflado (atuado pelo Edward Norton), a filha que vive à sombra do pai à espera de afeto, de atenção e cuidado (interpretado pela linda-maravilhosa-tudodebom Emma Stone), a atriz que vive relembrando e sofrendo sobre suas antigas histórias de amor (interpretado pela Naomi Watts). O elenco do filme é incrível, todos tem um peso dramático e intenso muito presentes, até Zach Galifianakis surpreende – e muito – como produtor do teatro em busca incessante por patrocinadores e sucesso.

A relação de Riggan com Birdman é presente e marcante durante todo o filme, pois o ator tem conversas profundas e reveladoras com o seu antigo eu; e esses diálogos são primorosos. Cheio de sarcasmo e humor negro, o filme é daqueles que alguns vão achar maravilhoso, excepcional e genial, e outros vão achar sem sal, chato e parado. É daqueles que vai dividir o público, mesmo. Eu confesso que saí do cinema um pouco “decepcionada”, mas fui amadurecendo o filme e com o passar do tempo, e das reflexões acerca dos temas abordados, Birdman foi crescendo “em mim” e eu fui achando-o cada vez mais incrível. No momento do Oscar, já estava torcendo para ganhar os grandes prêmios. Coisa doida! Outro ponto altíssimo do filme é a trilha sonora, toda feita na bateria. A mixagem e montagem são incríveis, e totalmente sintonizadas com o momento pelo qual os personagens estão passando. É, bateria está em alta: Birdman e Whiplash! 🙂

Birdman é dirigido pelo diretor mexicano Iñárrittu e uma das grandes inovações está no plano sequência: a câmera acompanha o movimento dos atores, “anda” junto com as pessoas praticamente a todo o tempo. Então dá-nos a sensação de estarmos, de fato, no backstage de um teatro. É absurdo, parece que o filme foi feito em um único take. Apesar dessa inovação, na minha opinião, isso trouxe uma lentidão ao filme. Lembro que olhei para o relógio durante o filme, para ver se já estava acabando, e estava, ainda, na metade: o longa tem 1h59m, bem normal para os padrões Oscar. Birdman é um filme genial e uma crítica ferrenha ao mundo do entretenimento e pela busca incessante pelo sucesso, regado a atitudes egocêntricas e egoístas. Michael Keaton está maravilhoso como Riggan, e os momentos em que ele conversa com Birdman são, para mim, os melhores de todo o filme.

Birdman merece MUITO ser visto, Iñárritu e equipe fizeram um trabalho esplendoroso, memorável.